OVNI
Traduzido do inglês
Publicado: 2026-03-29

Eu nunca fui muito ligado nessa coisa de OVNI. Todos aqueles vídeos, todas aquelas histórias — pra mim sempre era ou um erro ou alguém inventando. Não sou do tipo que acredita nessas coisas. Mas depois do que aconteceu, eu já não consigo falar isso com tanta certeza. Foi em setembro do ano passado. Eu tava na casa dos meus pais, perto de Alesund. Lá é bem tranquilo, de noite quase não tem luz e dá pra ver o céu muito bem. Às vezes eu saía pro quintal só pra sentar e olhar as estrelas. Naquela noite tava tudo normal. Passava da meia-noite, talvez uma da manhã. Fresco, quieto, sem vento. Eu tava sentado num banco velho do lado da casa, só olhando pra cima. No começo achei que tava vendo um satélite. Um pontinho pequeno se movendo firme, sem piscar. Nada incomum. Eu já ia desviar o olhar quando ele parou. Do nada. Ali no céu. No começo eu nem registrei. Achei que meus olhos tavam me enganando. Mas não — o ponto tava ali parado. Flutuando. Depois de uns dois segundos ele começou a se mover de novo. Mas não mais em linha reta. Fez uma curva brusca e foi numa direção completamente diferente. Foi aí que eu travei. Levantei sem tirar os olhos. A coisa se movia estranho — não suave, mas em uns arrancos esquisitos, como se tivesse gaguejando no céu. Acelerava forte e depois parava de novo. E a parte mais estranha? Silêncio absoluto. Fiquei ali parado uns um ou dois minutos, só observando. Aí ficou mais brilhante. Não de uma vez — aos poucos. Como se alguém fosse subindo um dimmer devagar. Passou de um pontinho pra um objeto brilhante visível. Não era enorme, mas dava pra ver bem. E em algum momento meio que... se dividiu. Não sei como descrever de outro jeito. Tinha uma luz, e de repente eram duas. Se afastaram uma da outra, uma distância curta. Eu já tinha puxado o celular, tentando gravar. Mas a câmera quase não captou nada — só uns pontinhos fracos. E aí aconteceu uma coisa que eu ainda não consigo explicar. Uma delas simplesmente sumiu. Não voou embora. Não apagou. Tava ali, e depois não tava mais. A segunda ficou mais uns segundos, depois começou a se mover mais rápido. Tipo, muito rápido. E num instante saiu disparada pro horizonte. Eu só fiquei ali em silêncio total. Primeiro pensei em aviões. Drones, talvez. Mas eu não moro perto de aeroporto, e o movimento era estranho demais. Nenhum drone voa assim — em silêncio total, acelerando daquele jeito do nada. Fiquei ali mais uns dez minutos olhando pro céu, meio esperando que voltasse. No dia seguinte contei pro meu pai. Ele ouviu e disse que tinha visto algo parecido umas noites antes. Só achou que era um satélite. Não contei pra mais ninguém depois disso. Porque, tipo, eu sei como isso soa. Eu ainda olho pro céu às vezes. Mas não tão tranquilo como antes. E eu não tô dizendo que eram alienígenas. Só não consigo mais dizer com certeza que eu sei o que vi naquela noite.